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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Curso de Toxicologia no Verão .....

I Escola de Verão em Toxicologia de 30 de janeiro 2012 a 03 de fevereiro de 2012.

Façam sua inscrição no site: http://www.evtox.com.br/2012 no periodo de 28/11/11 a 14/12/11.
A I ESCOLA DE VERÃO EM TOXICOLOGIA,possibilitará importante evolução científica, humana e social tanto aos docentes e pós-graduandos engajados na realização da escola, como aos graduandos que a fizerem, através da interação promovida entre docentes e graduandos de diversas instituições de ensino do país em discussões sobre a inserção da Toxicologia na realidade brasileira. Além disso, a I Escola de Verão em Toxicologia permitirá a instrumentalização do estudante do curso de farmácia e áreas afins com ferramentas básicas para realização de futuras pesquisas na área de Toxicologia através de um ciclo de palestras e cursos teórico-práticos que promoverão a difusão de conhecimentos, aprimoramento científico e acadêmico voltados para a construção de projetos científicos, adequação de metodologias específicas para análises toxicológicas e a consolidação dos conhecimentos produzidos.

domingo, 11 de setembro de 2011

Projeto simula clima de 2100 para estudar impacto nos seres da Amazônia

ADAPTA quer ver como peixes, insetos e plantas se adaptarão ao clima do final do século
por Fernando Martines
Muito se fala sobre o aquecimento global, mas como ele irá realmente afetar a vida de todos os organismos da Terra? Estudar todos os seres vivos de uma vez é impossível. Mas saber o que irá ocorrer com algumas espécies aquáticas da Amazônia já é um grande passo. É isso que propõe o projeto ADAPTA, que está sendo realizado pelo INPA (Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas) em Manaus.

O ADAPTA é um projeto abrangente, uma de suas frentes de pesquisas mais interessantes são os microcosmos. Trata-se de um ambiente no qual os pesquisadores irão controlar temperatura, nível de gás carbônico e umidade. O objetivo é simular o clima da Amazônia no ano de 2100, segundo previsões do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Nos microcosmos serão colocados peixes, plantas, insetos e microorganismos que vivem nas águas da Amazônia.

A previsão é que em 15 dias o experimento comece para valer. O processo de análise da reação desses organismos ao novo clima vai durar um ano. Para saber mais sobre o projeto, conversamos com o Dr. Adalberto Vaz, um dos responsáveis pela experiência única realizada em Manaus.

Continue lendo a matéria em:

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Fatos que você não sabe sobre SAPOS...e que está na hora de aprender

Por....Cristina Amorim....na Revista Galileu


ANCESTRALIDADE
Há evidências da presença de sapos na Terra há mais de 200 milhões de anos, o que os transforma em contemporâneos dos dinossauros.

SOB PERIGO
A Mata Atlântica concentra cerca de 370 espécies de anfíbios, o que representa quase 65% dos tipos brasileiros. Destes, 90 são apenas vistos nesse bioma.

SUPEROLHOS
Sua visão noturna é excelente e são muito sensíveis ao movimento. Os olhos esbugalhados permitem que vejam objetos na frente, nos lados e parcialmente atrás da cabeça, além de descerem até o limite com o céu da boca para empurrar a comida goela abaixo.

SIRENE NATURAL
Quando um hábitat é afetado pela poluição ou por mudanças no clima, os sapos costumam ser as primeiras vítimas e servem como um alerta sobre determinado ecossistema.

TOXINAS DO BEM
A pele do sapo possui toxinas que o defendem de predadores e que previnem o crescimento de fungos e bactérias. Algumas delas possuem propriedades médicas, como a epibatidina, encontrada no Epibpedobates tricolor, sapo que vive no Equador e no Peru. Essa substância é um analgésico 200 vezes mais forte do que a morfina.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Entenda por que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo...

Professor diz que a lentidão do Estado em proibir o uso agrotóxicos prejudiciais à saúde causa mortes

por Mariana Lucena


O Brasil é campeão mundial de uso de agrotóxico, embora não seja o campeão mundial de produção agrícola. O País ainda é o principal destino de agrotóxicos barrados no exterior. Para entender por que isso acontece, entrevistamos o pesquisador do assunto, Wanderley Pignati, doutor em Saúde Pública e professor da Universidade Federal de Mato Grosso. Por que o Brasil lidera o ranking de uso de agrotóxicos? Temos mais pragas que os demais países? É uma somatória de razões. A mais óbvia é que somos um dos maiores produtores agrícolas do mundo, de soja principalmente. Uma outra é que nossas sementes melhoradas já são pensadas para usar agrotóxicos. São selecionadas até um certo ponto em que, realmente, dependem destes produtos. E, para dar a produtividade que se espera, demandam grandes quantidades. Em terceiro lugar, não temos mais pragas, mas, por usarmos agrotóxicos há tantos anos, nossas pragas ficaram mais resistentes. É um espiral que vai aumentando. Como outros países evitam o uso de agrotóxicos? Eles limitam o uso de agrotóxicos mais tóxicos. Aqui usamos agrotóxicos que foram proibidos em 1985 na União Européia (UE), Estados Unidos e Canadá. No Brasil, estamos tentando revisar o uso de 14 tipos há dois anos e não conseguimos, porque dependemos do parecer do Ministério da Agricultura, do Ministério do Meio Ambiente e o parecer do próprio sindicato dos produtores.
Na UE existe uma fiscalização mais rigorosa. Aqui aplicamos dezenas de agrotóxicos por avião, coisa que é proibida lá. Jogamos agrotóxicos por avião perto de casas, animais, gado, nascentes de rios e córregos. Outro fator importante é a conscientização da população europeia, que cobra este tipo de cuidado do governo e dos produtores. Agrotóxico faz mal mesmo se for usado corretamente? Não existe uso seguro. Isso é uma fala dos produtores de agrotóxico. Por exemplo, se o trabalhador que aplica estiver como um astronauta – isolado com todos os equipamentos de proteção (EPI), inclusive para respirar – ele é menos prejudicado, mas não existe uma proteção 100% dos trabalhadores. E qual a proteção ao ambiente? Isso vai sempre deixar resíduos em alimentos, contaminar rios, ar, lençóis freáticos. Que segurança é essa?
E se formos mais a fundo nessa discussão, veremos que é uma contaminação intencional. Em termos jurídicos, fala-se em crime culposo quando a pessoa não teve a intenção de cometê-lo e doloso quando teve. Aqui não é um crime culposo. Não é culpa do vento que mudou o agrotóxico de direção, mas do agricultor que cometeu um ato inseguro e intencional. Existe a intenção de poluir para atingir o alvo dele – no caso, os insetos, as pragas. Ele aceita conscientemente essa consequência. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as intoxicações por agrotóxicos são três milhões anuais. Destes, 2,1 milhões de casos acontecem nos países em desenvolvimento. Mais de 20 mil pessoas morrem no mundo, 14 mil estão nas nações do terceiro mundo. Existe alguma razão para que essas mortes concentrem-se nestes países? Utiliza-se mais agrotóxico, em primeiro lugar, porque se produz mais alimentos em países em desenvolvimento. Muitas dessas lavouras usam agrotóxicos proibidos na União Europeia, EUA e Canadá. Ora, se são mais tóxicos e proibidos lá, naturalmente acontecerão mais mortes aqui na América Latina e na África. E quer saber mais? Muitos desses agrotóxicos são produzidos no primeiro mundo e vendidos para o terceiro. Como um agrotóxico provoca a morte de uma pessoa? Que outros males eles podem causar à saúde? Depende do agrotóxico. Aqui no Mato Grosso, por exemplo, já vimos caso de trabalhador que estava no trator com o ar condicionado ligado, jogando agrotóxico. Como o filtro de ar estava vencido, e ele não usava máscara dentro do trator, morreu de intoxicação aguda. Alguns agrotóxicos também causam câncer, problemas neurológicos, má formação fetal e desregulação endócrina. São extremamente prejudiciais à saúde humana. Estão na água, no ar, na chuva.
Os defensivos agrícolas demoram de três a quatro anos para degradar e o produto é tão prejudicial quanto a substância inicial. Um grande problema são doenças crônicas que acontecem durante anos de uso continuado de níveis baixos de agrotóxicos. Existe hoje a determinação de um limite máximo de resíduo por alimento. Esse limite não deveria existir, é absurdo. Cada pessoa tem uma sensibilidade diferente ao produtos. Sabe como esse limite é determinado? A partir da média da sensibilidade das pessoas, são medidas arbitrárias. No Brasil, por exemplo, um quilo de soja pode ter 10 miligramas de glicosato [princípio ativo de um agrotóxico famoso]. Nos EUA o limite é de 5 mg, na Argentina 5 mg, mas na Europa é 0,2 mg.
Qual a punição dada ao agricultor que permite que seus funcionários ou clientes sejam intoxicados no Brasil? Primeiro ele vai responder ao Ministério do Trabalho, porque será notificado como um acidente de trabalho. Depois, podem entrar com uma ação de crime doloso [intencional] contra ele. Porque se contratou, tem que dar toda a proteção ao trabalhador. A punição depende muito da força do Sindicato. Na sua opinião, os alimentos transgênicos são uma solução para o uso de agrotóxicos? Pelo contrário. Alguns transgênicos são feitos para ser mais resistentes aos agrotóxicos, por isso se usa ainda mais, como a soja resistente ao glicosato. Quais são as lavouras que mais usam agrotóxicos no Brasil? Por hectare é o algodão. Logicamente não comemos algodão, mas sua semente é usada para fazer ração de gatos e outros animais. Outras lavouras que usam muito agrotóxico são as de tomate, morango, hortaliças em geral, soja e milho. Como se proteger? Basta lavar bem as verduras e legumes? Não. O consumidor deve também consultar os dados do PARA [Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos] da Anvisa. Nos dados de 2009, ele descobrirá os alimentos que têm problemas e poderá evitá-los. Mas é preciso ainda pressionar a Secretaria de Saúde e do Meio Ambiente para que façam uma vigilância mais dura.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Butantan desvenda hemorragia da picada de jararaca...

Estudo inédito do Instituto Butantan, em São Paulo, demonstrou pela primeira vez a forma com que a toxina hemorrágica presente no veneno da jararaca se liga aos vasos sanguíneos.
A descoberta pode auxiliar a desenvolver novos medicamentos que evitariam amputações de membros. O estudo é de ampla utilidade, já que as picadas de jararaca representam 90% do total de acidentes com serpentes no Brasil, segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
Segundo a pesquisa, a substância se fixa às proximidades dos vasos, comprometendo sua integridade e induzindo o sangramento local, que se constitui um dos principais sintomas do envenenamento por jararacas. “Quando ocorrem acidentes com jararacas, há dois tipos de sintomas: os locais, que ocorrem no local da mordida, e os generalizados, que acometem o organismo como um todo”, explica a pesquisadora Ana Maria Moura, uma das responsáveis pelo estudo.
Antiofídico - “O soro antiofídico produzido em cavalos é capaz de neutralizar os efeitos sistêmicos, impedindo a morte do paciente, mas não consegue reverter os efeitos locais tais como a hemorragia, que podem resultar em sequelas graves como a amputação do membro afetado”, completa ela. A descoberta pode auxiliar no tratamento oferecido em casos de acidentes envolvendo esse tipo de serpente. Isso porque, a partir do conhecimento de como a toxina age, será possível utilizar inibidores capazes de impedir sua atuação. Para isso, entretanto, são necessários estudos complementares. A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e foi publicada na revista clínica americana de doenças negligenciadas “PLoS Neglected Tropical Diseases”. Também participaram do estudo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA).
“É importante lembrar que o soro antiofídico existente continuará a ser utilizado. A idéia é aplicar inibidores que ‘ataquem’ diretamente toxinas responsáveis pelos danos locais, barrando os efeitos hemorrágicos causados por esse tipo de acidente”, diz Cristiani Baldo, que também participou da pesquisa.

(Fonte: Folha.com)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pesquisador acha planta que neutraliza veneno da surucucu...

Uma árvore de quatro a seis metros de altura pode ser a nova arma contra o veneno da surucucu, a maior serpente venenosa da América do Sul. Uma pesquisa realizada na UFF (Universidade Federal Fluminense) constatou que um extrato feito a partir da Stryphnodendron barbatiman, popularmente chamada de barbatimão, barba-de-timão, casca da virgindade ou ubatima, é capaz de neutralizar os principais efeitos provocados pela picada da cobra.
A descoberta poderá levar ao desenvolvimento de um novo tratamento contra o veneno da surucucu, que provoca dor intensa, hipotensão, diminuição do ritmo cardíaco, diarreia e hemorragia. A cobra está presente em todo o território nacional e, entre 2001 e 2004, respondeu por 2,3% dos ataques registrados no Brasil. Seu índice de letalidade, porém, é quase três vezes maior do que o das serpentes do gênero Bothrops, que respondem por 90% dos ataques no país –cerca de 1% das vítimas da surucucu morrem após serem picadas.
Soro antiofídico – Atualmente, o procedimento preconizado pelo Ministério da Saúde em casos de picada de cobras venenosas é a administração de soro antiofídico, produzido a partir de anticorpos produzidos por cavalos inoculados com o veneno. O soro, porém, tem as desvantagens de ser caro, necessitar de estocagem em baixas temperaturas e provocar reações alérgicas graves em parte dos pacientes. Além disso, é ineficaz contra os efeitos locais das picadas, que muitas vezes deixam sequelas. Em busca de alternativas de tratamento, o pesquisador Rafael Cisne de Paula pesquisou 12 espécies diferentes de plantas como parte do seu trabalho de mestrado em Neuroimunologia na UFF.
Dessas, apenas uma se mostrou totalmente ineficaz. O extrato produzido a partir da barbatimão, porém, foi o único que conseguiu inibir em mais de 80% os principais efeitos do veneno analisados, impedindo inclusive o desenvolvimento de hemorragias.
Não foi testada, porém, a eficácia da planta sobre a formação de edemas e outras consequências da picada. Os testes foram realizados em camundongos e, por enquanto, ainda não se sabe qual o mecanismo de ação da planta. Estudos posteriores poderão identificar e isolar os componentes responsáveis pelos efeitos neutralizantes.

(Fonte: Denise Menchen/ Folha.com)

terça-feira, 20 de julho de 2010

EXCLUSIVO: Estudo identifica efeitos da poluição no Parque do Ibirapuera, em São Paulo...

Um levantamento realizado no Parque Ibirapuera, localizado na região central da cidade de São Paulo, identificou a presença de 51 famílias e 336 espécies diferentes de árvores. O estudo, da engenheira agrônoma agrônoma, Tiana Carla Lopes Moreira, do Programa de Pós Graduação em Recursos Florestais, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, USP/ESALQ, avaliou a interação da floresta urbana com a poluição atmosférica.
Entre fevereiro e março de 2009 foram coletadas folhas de paineiras, jacarandá mimoso e ipê roxo. “As espécies encontradas no Ibirapuera permitem a compreensão do comportamento delas no contexto urbano com forte influência da poluição atmosférica”, explicou a pesquisadora. Os elementos presentes nas árvores foram determinados por meio da técnica de fluorescência de raio X. Foram identificados os elementos provenientes das emissões veiculares, para que se fizesse uma relação com a interação dessas substâncias com a vegetação. “Buscamos verificar se existiam diferenças na retenção de poluentes de espécies arbóreas comuns na cidade de São Paulo e se é possível utilizar folhas de árvores para o bioacumuladores de poluentes atmosférico”, afirmou.
Uma das conclusões estudo é que a vegetação pode atuar como filtro, amenizando os efeitos da população. Mas, para que o efeito protetor seja mensurado, seria necessário avaliar, também, a densidade da vegetação. Segundo o estudo, nas regiões mais próximas das bordas do parque o ferro, o cromo e cobre aparecem mais.

Fonte: Danielle Jordan / Ambientebrasil
*Com informações da ESALQ/USP.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Descoberto mais um benefício do cultivo de adubos verdes

Dentre os diversas vantagens, a mucuna-preta e o feijão-de-porco descontaminam o solo afetado com resíduos de herbicida...

Já se sabe que o cultivo de espécies vegetais da família das leguminosas pode trazer inúmeros benefícios aos agroecossistemas, tais como: aporte de nitrogênio (N) ao solo, devido à simbiose com bactérias fixadoras de N atmosférico; descompactação do solo, resultante da ação de raízes pivotantes; ciclagem de nutrientes, depositando nas camadas superficiais nutrientes absorvidos de camadas mais profundas; adição de matéria orgânica ao solo; incremento da atividade biológica dos solos; e proteção do solo contra processos erosivos.
Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores de quatro instituições (Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Federal de Viçosa, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e Embrapa Tabuleiros Costeiros) descobriu mais um benefício de duas espécies de adubos verdes - mucuna-preta (Stizolobium aterrimum) e feijão-de-porco (Canavalia ensiformis) – a capacidade de descontaminar solos com resíduos de herbicidas. Alguns herbicidas registrados para uso em diversas culturas agrícolas no Brasil apresentam a característica de continuar ativo no solo por um longo período de tempo. O uso desses herbicidas pode impedir o plantio de outras culturas na mesma área por vários meses ou até anos. O uso do herbicida picloram pode exemplificar essa situação, pois após a sua aplicação no solo, deve-se esperar, em média, três anos para que se possa efetuar a semeadura de uma cultura sensível, com segurança, na mesma área.
Do ponto de vista ambiental a redução desse período de atividade residual do herbicida no solo também é positiva. Quanto maior o tempo que um herbicida permanece ativo no solo, maior é a probabilidade de ocorrer a lixiviação de suas moléculas no perfil do solo, podendo atingir e contaminar os mananciais de água subterrânea. Trabalhos científicos comprovaram que o cultivo das espécies mucuna-preta e feijão-de-porco pode auxiliar na redução do nível de atividade no solo dos herbicidas trifloxysulfuron sodium e tebuthiuron. Com a aplicação dessa técnica pode-se reduzir significativamente o intervalo entre a aplicação desses herbicidas e a semeadura de uma espécie cultivada que não apresenta tolerância à presença dessas moléculas no solo.
Essa técnica de se utilizar plantas no intuito de se promover uma descontaminação de áreas agrícolas ou mesmo industriais é denominada de fitorremediação.
Essas pesquisas reforçam ainda mais os benefícios que o cultivo de adubos verdes pode proporcionar para as áreas agrícolas (otimização do uso da terra e redução da contaminação ambiental), mostrando a importância da inserção dessas espécies em sistemas de produção sustentáveis.

Por:
*Sergio de Oliveira Procópio é pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros
*Fábio Ribeiro Pires é professor da Universidade Federal do Espírito Santo

quarta-feira, 31 de março de 2010

3 dos 4 remédios para emagrecer mais consumidos podem causar dependência

Dos quatro medicamentos para emagrecer mais consumidos no país, conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), três são anfetaminas, drogas sintéticas que podem causar dependência no caso do uso abusivo, segundo o Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas (Ceatox) de São Paulo. São os medicamentos anorexígenos à base de anfepramona, mazindol e femproporex.
O inibidor de apetite sibutramina, também entre os mais consumidos e vendido comercialmente com os nomes de Reductil, Plenty e Sibutral, não causa dependência, segundo o Ceatox. No entanto, os remédios à base da substância terão controle mais rigoroso a partir desta terça-feira (30), de acordo com a Anvisa, porque podem aumentar o risco de problemas cardiovasculares. O toxicologista Antônio Wong, chefe do Ceatox, explica que, entre os anorexígenos, o femproporex é o que mais pode causar dependência. "O uso abusivo da anfepramona e do mazindol também podem levar ao quadro de dependência, mas ocorre com menos frequência", destaca. Anfepramona, mazindol e femproporex já são remédios tarja preta, dentro do grupo "B2", no qual é preciso que o paciente apresente uma receita especial, de cor azul, para efetivar a compra no estabelecimento farmacêutico. A sibutramina, que era do grupo "C1", no qual pede-se a receita branca em duas vias, passou para o grupo "B2". A indústria farmacêutica terá 180 dias para adequar a embalagem de tarja vermelha para preta, mas os médicos já devem começar a prescrever com a receita azul. Confira no infográfico abaixo os remédios que podem causar dependência. Wong informou que, embora a sibutramina seja um inibidor de apetite, também é usado como antidepressivo. "Ele é eficiente como antidepressivo, mais que a fluoxetina (vendido com os nomes comerciais Prozac e Daforin). O controle não se deu por causa do perigo do uso abusivo, mas sim porque estudos mostram o risco cardiovascular, arritmia. A Europa retirou do mercado, mas o governo brasileiro, para não deixar os endocrinologistas sem opção, aumentou a fiscalização", destaca o toxicologista, que presta consultoria para a Anvisa. O toxicologista destaca que não há uso abusivo somente entre os remédios que causam dependência. "Pode haver uso abusivo de todo tipo de medicamento. Se a pessoa se sente bem com o remédio, pode acabar tomando mais do que o receitado pelo médico", destaca.
Antônio Wong afirma que o uso abusivo dos anorexígenos afetam a coordenação motora. Há relatos de pessoas que morreram devido ao consumo em excesso. Em entrevista ao G1 sobre o uso abusivo de medicamentos, o Ministério da Saúde afirmou que o governo se preocupa com a questão: "É um problema grave no Brasil. (...) Acho importante abordar essa situação porque, para a saúde pública, as drogas ilegais, legais e prescritas podem apresentar danos comparáveis. Nós sabemos que, de todas as drogas, as mais danosas são duas legais, o álcool e o tabaco. E, entre as que não são ilegais, existe ainda o problema dos medicamentos que podem causar dependência", disse o coordenador geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, Pedro Gabriel Godinho Delgado.
Consumo - Segundo dados divulgados pela Anvisa nesta terça, que integram o primeiro relatório do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), que começaram a ser coletados em 2007, os quatro anorexígenos tiveram consumo de quase seis toneladas no ano passado. Deles, os mais consumidos foram, pela ordem: anfepramona (3 toneladas), sibutramina (1,8 tonelada), femproporex (1,04 tonelada) e mazindol (2 kg).Os dados se referem às informações repassadas por 38.500 estabelecimentos farmacêuticos, cerca de 62% da rede privada no país. A Anvisa destacou que não é possível aferir se houve alta no consumo pois se trata do primeiro relatório. Além dos quatro anorexígenos mais vendidos, a Anvisa também verificou dados de venda do antidepressivo fluoxetina (3,5 toneladas em 2009) e do estimulante metilfenidato (174 kg em 2009), para tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), que faz parte do grupo das anfetaminas e também pode causar dependência devido ao uso abusivo. Na avaliação da Anvisa, o SNGPC permite um maior controle para conter o uso abusivo de medicamentos. "Assegura um controle muito mais estrito e, conseqüentemente, promove o uso racional dos medicamentos que podem causar dependência física ou psíquica", diz a Anvisa em nota.
Maiores prescritores - Ao analisar os dados do sistema, o órgão de vigilância sanitária verificou que entre os 10 maiores prescritores dos anorexígenos não estão profissionais ligados à área de endocrinologia, o que seria esperado.O maior prescritor do femproporex é um dermatologista, conforme a Anvisa. Entre os dez maiores prescritores de sibutramina, está um médico do tráfego, que cuida da saúde de caminhoneiros e profissionais do trânsito. Entre os dez médicos que mais prescreveram anfepramona no Brasil no ano passado, estão um ginecologista e outro gastroenterologista. Entre os que mais prescrevem o emagrecedor mazindol há um pediatra. A Anvisa disse que comunicou ao Conselho Federal de Medicina sobre os maiores prescritores dos medicamentos anorexígenos, para que seja investigado se há irregularidades.
Manipulados - Segundo dados da Anvisa, a anfepramona, também conhecida por dietilpropiona, é vendida pelo menos quatro vezes mais na forma manipulada do que na industrializada. "[Isso] pode ser justificado pela diferença de preço deste medicamento manipulado, que geralmente é muito menor que o preço dos produtos industrializados vendidos em drogarias e pela tendência de dosagem personalizada para cada paciente", diz nota da Anvisa. A sibutramina também é vendida mais na forma manipulada.

(Fonte: G1)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Poluição da Ásia sobe à estratosfera e circunda a Terra por anos, alerta estudo

A poluição, em forte aumento na Ásia com a recente explosão do crescimento econômico da região, é transportada para a estratosfera durante a temporada das monções e circula ao redor do planeta por anos, alertou um estudo publicado nos Estados Unidos. Com base em observações por satélite e modelos informáticos, cientistas determinaram que, por causa das monções, a circulação do vento no verão transporta rapidamente o ar da superfície da Terra para a alta atmosfera.
Estes movimentos ascendentes fazem com que as partículas de carbono, óxido de enxofre e de nitrogênio, bem como outros contaminantes, alcancem a estratosfera, a uma altitude entre 32 e 40 km." A monção é um dos sistemas mais potentes de circulação atmosférica no planeta e este fenômeno sazonal ocorre justo sobre uma região muito contaminada", explicou William Randel, do Centro Americano para Pesquisa Atmosférica (NCAR), principal autor do trabalho, que será publicado na edição desta sexta-feira (26) da revista Science."
A consequência é que a monção oferece um meio de transporte destes contaminantes para a estratosfera", acrescentou. Uma vez na estratosfera, os contaminantes circulam ao redor da Terra durante vários anos antes de cair na atmosfera e se desintegrar. Segundo o estudo, o impacto da contaminação da Ásia na estratosfera poderá aumentar consideravelmente nas próximas décadas devido ao crescimento da atividade industrial na China e em outras economias em desenvolvimento na região. Além disso, as mudanças climáticas poderiam afetar as monções na Ásia, sem que se saiba ainda se o fenômeno reforçaria ou enfraqueceria as correntes ascendentes que transportam os contaminantes para a estratosfera, concluíram os pesquisadores.

(Fonte: G1)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Venenos de interesse....

Reunindo o trabalho de mais de 120 cientistas de 20 países, o livro Animal Toxins: state of the art. Perspectives in health and biotechnology, que acaba de ser lançado, tem o objetivo de sintetizar o conhecimento internacional acumulado nos últimos anos sobre toxinas encontradas em animais marinhos, artrópodes e serpentes – além de catalogar suas mais novas aplicações em medicina e biotecnologia. A editora-chefe do livro, Maria Elena de Lima – presidente da Sociedade Brasileira de Toxinologia (SBTx) e professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que a importância da biodiversidade brasileira justifica que a obra, de alcance internacional, tenha sido publicada por aqui (pela Editora UFMG). “Os produtos animais derivados dessas substâncias biologicamente ativas são focos atuais da ciência na busca de novos medicamentos e aplicações em biotecnologia. Como o Brasil possui cerca de 25% da biodiversidade mundial, sentimos a obrigação de liderar essa iniciativa”, disse Maria Elena à Agência FAPESP.
Além de Maria Elena, outros quatro pesquisadores se encarregaram da edição da obra: Adriano Monteiro de Castro Pimenta, também professor do ICB-UFMG, Russolina Benedeta Zingali, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e os franceses Marie France Martin-Eauclaire e Hervé Rochat, pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica. A equipe selecionou os autores entre aqueles que haviam dado contribuições mais relevantes à toxinologia animal nos últimos anos. O resultado foram 750 páginas divididas em 39 capítulos, com contribuição de mais de 120 cientistas que trabalham com diferentes aspectos da toxinologia em 20 países.
O papel de destaque do Brasil no cenário internacional da pesquisa em toxinologia, segundo Maria Elena, não se deve somente à imensa biodiversidade. A tradição dos estudos na área remonta aos trabalhos de Vital Brazil (1865-1950). Entre os autores que contribuíram com o livro há cientistas de instituições com grande histórico de pesquisas na área, incluindo o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além do Instituto Butantan, pioneiro em toxinologia no país, participaram também pesquisadores de instituições paulistas como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Uma evidência de que o Brasil tem excelência na área é que na revista Toxicon, uma das principais da área, temos vários editores brasileiros e calcula-se que até 30% das publicações são provenientes do país”, afirmou. A professora acredita que atualmente os pesquisadores da área de toxinologia estão recebendo incentivo satisfatório no Brasil. “Isso é importante porque está relacionado à defesa do nosso material biológico, que é bastante raro e cobiçado. Queremos decifrar as possibilidades existentes nessas substâncias a fim de nos tornarmos proprietários delas”, disse. Para garantir o domínio do conhecimento na área, segundo Maria Elena, é preciso capacitar recursos humanos especializados. A obra também deverá dar sua contribuição nesse aspecto. “O livro é voltado para cientistas, mas também para estudantes de todos os níveis, em áreas como biologia, farmácia, biotecnologia e biomédicas e biológicas em geral”, apontou. Segundo ela, havia carência, no meio científico, de uma obra abrangente que reunisse resultados de pesquisas e possibilidades de aplicações em saúde e biotecnologia. “Antes, as moléculas de interesse extraídas das toxinas animais eram usadas apenas em tratamentos de problemas de saúde. Hoje elas já são bastante utilizadas em experimentos para estudar, por exemplo, funções do sistema nervoso e cascatas de coagulação. Portanto, as toxinas podem ser usadas como ferramentas”, explicou.
Outra vertente atual, segundo Maria Elena, consiste em procurar conhecer o efeito biológico das toxinas para entender como elas interferem em funções do organismo perdidas ou exacerbadas. “Podemos usar essas moléculas como modelos de fármacos, como foi o caso do captopril, medicamento para hipertensão que teve base em uma toxina do veneno de jararacas”, disse. O laboratório coordenado por Maria Elena na UFMG, por exemplo, isolou uma molécula com funções anti-hipertensivas, isolada do veneno do escorpião. “Essa molécula, no entanto, age por mecanismos distintos daquela extraída da toxina da jararaca e poderá resultar em um medicamento alternativo para os pacientes nos quais o captopril não faz efeito”, disse.

(Fonte: Agência Fapesp)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Poluição atmosférica de Londres ameaça Jogos Olímpicos de 2012

Proibir o trânsito de carros e reprogramar eventos durante os Jogos Olímpicos de 2012 devem estar entre os planos de Londres caso a cidade queira garantir melhores condições para os atletas, informou à agência Bloomberg o cientista Frank Kelly, diretor do Grupo de Pesquisa Ambiental do King's College.
A capital do Reino Unido está em uma "nova era" de poluição atmosférica, principalmente causada pelas emissões de carros, utilitários e ônibus movidos a diesel, disse o professor. A cidade, que tem 7,5 milhões de habitantes, tem a pior ficha entre as capitais europeias quanto ao poluente dióxido de nitrogênio e uma das piores quanto às perigosas partículassuspensas no ar.
O ar poluído de Londres, ainda que em situação menos grave do que o de Pequim, vem dos tempos medievais, quando o carvão mineral era queimado nas casas, cervejarias e fábricas.
Há menos de três anos dos Jogos-12, Londres não tem plano final para suas instalações olímpicas. Há indefinição em relação à sede de quatro esportes: badminton, ginástica rítmica, boxe e tiro. Os dois primeiros foram desalojados da região leste de Londres, ao lado do Parque Olímpico, por corte de custos.

(Fonte: Folha Online)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Controle de emissões poluentes de veículos será realizado em todo o país

A partir de janeiro de 2010, todos os veículos automotores do Estado do Rio de Janeiro terão que se submeter ao teste de emissões de gases poluentes por ocasião do licenciamento anual. Convênio para o controle dessas emissões foi assinado na sexta-feira (26) no posto do Detran/RJ da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro. A medida - apoiada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc - estende para os carros de passeio a obrigatoriedade da aprovação do veículo no teste de emissões que até então era direcionada apenas para a frota de circulação intensiva, como ônibus, caminhões e utilitários de serviços. O convênio foi assinado pelos secretários de estado Marilene Ramos (Ambiente) e Regis Fichtner (Casa Civil), com a presença dos ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Marcio Fortes (Cidades). Fichtner representou o governador Sérgio Cabral, que não pode comparecer ao evento. O ministro Carlos Minc foi autor, há cerca de 15 anos, de lei estadual que introduziu, de forma pioneira no Brasil, a inspeção veicular anual no Rio de Janeiro, onde eram analisados itens de segurança e de poluentes. Mas não conseguiu à época fazer aprovar no texto da lei o caráter reprobatório para as emissões poluentes dos carros de passeio. Durante a solenidade de assinatura do convênio - que reforça a campanha para o Rio ser escolhido sede das Olimpíadas de 2016 -, Minc anunciou que, no final de outubro, o Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) deverá aprovar a obrigatoriedade da vistoria veicular anual para todo o país, incluindo-se os itens de segurança e de emissões poluentes. Até agora, além do Estado do Rio de Janeiro, apenas a Cidade de São Paulo adota a vistoria anual. Conforme o inventário de emissões atmosféricas realizado em 2004 por órgão do governo estadual, 77% do total de poluentes na Região Metropolitana do Rio são emitidos pelo tráfego de veículos. O convênio assinado hoje estabelece a necessidade de adoção de medidas para a efetiva redução da poluição veicular dos veículos automotores registrados e licenciados no Estado do Rio. Preservação de perereca rara - Durante a solenidade no Detran/RJ da Barra, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, negou que as obras de construção da rodovia Arco Metropolitano tenham sido paralisadas, conforme noticiou jornal do Rio de Janeiro, por causa da perereca Physalaemus soaresi. Espécie rara sob risco de extinção, a perereca se reproduz em brejo da Floresta Nacional Mário Xavier (Flonamax), no município fluminense de Seropédica, que será cortada por esse anel rodoviário.Para garantir a continuidade da reprodução da espécie, Minc afirmou que o Instituto Chico Mendes - que administra a Flonamax - já está estudando a construção de placas de ferro para isolar o brejo onde as pererecas se reproduzem do canteiro de obras, evitando-se assim a necessidade de interromper a construção do Arco Metropolitano. Maior obra pública do PAC (Programa de Aceleramento do Crescimento) no Estado do Rio de Janeiro, com orçamento de R$ 1 bilhão, o Arco Metropolitano, com 77 quilômetros de pistas, ligará o Porto de Itaguaí ao Município de Itaboraí. Trata-se de rodovia que servirá de alternativa para caminhões e outros veículos que, atualmente, para ir de um município a outro, trafegam pela Av. Brasil e a Ponte Rio-Niterói."Com a cerca de ferro, as pererecas poderão continuar a se reproduzir, e vamos assim concluir essa importante obra para tirar o transporte pesado da ponte e da Av. Brasil, ajudando a diminuir a poluição atmosférica da capital" afirmou o ministro.
(Fonte: MMA)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Cientistas britânicos usam bactérias para 'limpar' petróleo

Cientistas britânicos usaram micróbios para livrar o petróleo de toxinas e disseram que a técnica pode ser usada tanto no refinamento quanto na retirada de poluentes remanescente em lagos onde há plataformas de extração, como no Canadá.
A pesquisa, publicada nesta segunda-feira (7) por cientistas da Universidade de Essex, na Inglaterra, mostra que componentes ácidos que podem normalmente levar dez anos para serem quebradas podem ser neutralizadas em poucos dias com a adição de uma mistura de bactérias.
"Estivemos observando um pequeno grupo de componentes das toxinas que pudemos neutralizar com o uso de micróbios", disse Richard Johnson, um dos chefes do experimento. "Agora queremos estender a técnica e tentar retirar todos os componentes tóxicos, usando o que aprendemos do grupo menor", acrescentou.
"A esperança é que poderemos remover todas as toxinas no processo de refinamento e depois livrar as águas de qualquer contaminação", afirma Johnson, que patenteou a descoberta. "Estamos usando micróbios, o que não é caro e torna o processo relativamente fácil", conclui.
(Fonte: Estadão Online)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Cursos de Extensão...

Estão abertas inscrições para cursos de extensão em Toxicologia e de Pós em outros temas....

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Resíduos em cabelos de fumantes são radioativos

Essa noticia serve de alerta aos fumantes e as pessoas que convivem com eles......

Pais que fumam com freqüência abrem a janela ou ligam o ventilador para eliminar a fumaça do ar, mas especialistas agora identificaram outra ameaça à saúde dos filhos relacionada ao fumo da qual não é tão fácil de se livrar: o fumo de terceira mão.
Esse é o termo usado para descrever a mistura invisível, porém tóxica, de gases e partículas impregnadas nos cabelos e roupas de fumantes, sem mencionar travesseiros e carpetes, que permanecem por muito tempo após a fumaça sair de um recinto. O resíduo inclui metais pesados, cancerígenos e até materiais radioativos com que crianças pequenas podem entrar em contato e ingerir, principalmente quando estão engatinhando ou brincando no chão.
Médicos do Hospital de Crianças MassGeneral em Boston cunharam o termo "fumo de terceira mão" para descrever essas substâncias químicas em um novo estudo que se focou nos riscos que elas representam a bebês e crianças. O estudo foi publicado na edição deste mês do periódico Pediatrics.
"Todo mundo sabe que o fumo de segunda mão é prejudicial, mas disso eles não sabiam," disse o doutor Jonathan P. Winickoff, autor líder do estudo e professor assistente de pediatria da Escola de Medicina de Harvard.
"Quando os filhos estão fora de casa, eles talvez fumem. Ou então fumam no carro. Ou colocam a criança no assento traseiro, abrem a janela e fumam, pensando que não há problema porque a fumaça de segunda mão não está chegando às crianças," continuou o doutor Winickoff. "Precisávamos de um termo para descrever essas toxinas do tabaco que não são visíveis."
Fumo de terceira mão é aquele cheiro que sentimos quando um fumante entra no elevador após ter saído para acender um cigarro, ele disse, ou em um quarto de hotel onde pessoas fumaram. "Seu nariz não mente," ele disse. "Isso é tão tóxico que seu cérebro diz a você: 'saia daqui.'"
O estudo relatou as atitudes com relação ao fumo de 1.500 lares nos Estados Unidos. Foi constatado que a vasta maioria de fumantes e não-fumantes tinha consciência de que o fumo de segunda mão era prejudicial a crianças. Cerca de 95% dos não-fumantes e 84% dos fumantes concordaram com a afirmação de que "inalar fumaça do cigarro dos pais pode prejudicar a saúde de bebês e crianças."
Mas um número muito menor de entrevistados tinha consciência dos riscos do fumo de terceira mão. Como o termo é novo, os pesquisadores perguntaram aos participantes se concordavam com a afirmação de que "respirar o ar de um recinto onde pessoas fumaram no dia anterior pode prejudicar a saúde de bebês e crianças." Apenas 65% dos não-fumantes e 43% dos fumantes concordaram com a afirmação, o que os pesquisadores interpretaram como reconhecimento dos riscos do fumo de terceira mão.
A crença de que o fumo de segunda mão prejudica a saúde das crianças não foi independentemente associada a rígidas proibições de fumo em lares e carros, descobriram os pesquisadores. Por outro lado, a crença de que o fumo de terceira mão era prejudicial aumentava muito a probabilidade de que o indivíduo também seguiria proibições rígidas de fumo no lar, disse o doutor Winickoff.
"Isso nos diz que temos uma nova e importante mensagem para a saúde," ele disse. "O que ouvimos em diversos grupos foi, 'ligo o ventilador e a fumaça desaparece.' Isso nos fez perceber o que muitas pessoas pensam sobre o fumo de segunda mão ¿ elas estão nos dizendo que sabem que é prejudicial, mas que descobriram uma maneira de contornar isso."
Os dados foram coletados em uma pesquisa nacional por seleção aleatória de telefones entre setembro e novembro de 2005. A amostragem foi equilibrada por raça e idade, com base em informações do censo.
O doutor Philip Landrigan, pediatra que lidera o Centro de Crianças de Saúde Ambiental na Escola de Medicina Mount Sinai de Nova York, disse que o termo fumo de terceira mão é novíssimo e tem implicações comportamentais.
"A mensagem central aqui é a de que simplesmente fechar a porta da cozinha para fumar não protege as crianças dos efeitos da fumaça," ele disse. "Existem cancerígenos nessa fumaça de terceira mão, e eles representam um risco a qualquer um de qualquer idade que entrar em contato com eles."
Entre as substâncias do fumo de terceira mão estão o cianureto de hidrogênio, usado em armas químicas; butano, usado em fluidos de isqueiros; tolueno, encontrado em solventes; arsênio; chumbo; monóxido de carbono; e até polônio-210, um cancerígeno altamente radioativo que foi usado para matar o ex-espião russo Alexander V. Litvinenko em 2006. Onze dos componentes são altamente cancerígenos.

Tradução: Amy Traduções - http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3426348-EI298,00.html

The New York Times

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Tratamento de água sustentável ?

Uma forma de tratar a água de processos industriais com cinzas de carvão provenientes de usinas termelétricas foi desenvolvida por uma pesquisadora do Centro de Química e Meio Ambiente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). As cinzas passam por um tratamento para se transformar em material adsorvente, capaz de reter os metais tóxicos dos efluentes poluídos. O novo método de despoluição foi testado com sucesso em laboratório e já existem esforços para que a substância absorvente seja produzida e usada em escala industrial.
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Para conseguir reter os poluentes, as cinzas de carvão precisam ser expostas a altas temperaturas em um meio de alto pH (tratamento hidrotérmico alcalino). Após esse processo, a cinza se transforma em material zeolítico, que apresenta características adsorventes essenciais para o tratamento de efluentes. “Ele pode ser considerado uma mistura de cinzas de carvão e zeólita (mineral formado de sílica e alumina encontrado na natureza)”, explica. Esse material é capaz de eliminar da água principalmente os íons metálicos tóxicos (como zinco, cádmio, chumbo, cobre, magnésio, ferro, manganês, bário, alumínio, mercúrio, telúrio, césio, estrôncio, cromo e níquel), mas também é eficaz para reter algumas substâncias orgânicas, amônia e corantes.
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A química acrescenta que a eficiência do tratamento depende do grau de contaminação da água. “Se a concentração de poluentes não for muito alta, o efluente apresentará, após o tratamento com o material zeolítico, um nível de poluição dentro dos limites permitidos para descarte em corpos d’água pela legislação brasileira.” Segundo Fungaro, as indústrias já realizam outros tipos de tratamento, porque não é permitido descartar a água contaminada no ambiente. “Mas a substituição do método usado atualmente pela zeólita de cinzas de carvão representará uma diminuição de custos”, completa.

Franciane Lovati
Ciência Hoje On-line

Se quiser ler a matéria na integra acesse:
http://cienciahoje.uol.com.br/60723

domingo, 23 de novembro de 2008

Agrotóxicos que não deveriam ser utilizados.....

Sobre alface, venenos e togas Colunista explica a lógica perversa por trás da liberação de agrotóxicos proibidos em outros países.

No texto inaugural desta coluna, abordamos, entre outros temas, o padrão conhecido como porta-giratória, em que ex-executivos de um setor da indústria são contratados pela agência governamental reguladora daquele setor e vice-versa. Tudo isso num ambiente que, até recentemente, era de forte pressão pela desregulamentação, levando a decisões que tendem a favorecer os interesses da indústria.
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No mesmo texto, tomamos também como exemplo a agricultura comercial e seus insumos químicos. E não é que o noticiário nos trouxe, pouco depois disso, uma eloqüente ilustração dos pontos acima?
Primeiro, no início de novembro, ficamos sabendo que a nossa querida e tradicional farinha láctea foi objeto de recall nos Estados Unidos por conter “potenciais resíduos” de um pesticida usado em plantações de milho no Brasil, mas proibido nos EUA. Os níveis de tais resíduos estão, no entanto, dentro dos padrões brasileiros. Ah, bom! Mas caberia ao leigo se perguntar: o que há de diferente nas pragas e no metabolismo humano lá e cá? Por que esse pesticida foi banido lá e ainda é considerado seguro ou aceitável aqui? Um dos principais motivos é que as agências reguladoras dos países desenvolvidos estabelecem cronogramas diferentes para a suspensão do uso doméstico e da fabricação! Essa orientação é naturalmente voltada para a exportação para países com normas mais brandas. Não é difícil imaginar os esforços das indústrias para manter essas normas como estão, garantindo uma sobrevida comercial ao produto e o escoamento dos estoques acumulados em função da suspensão da comercialização e do uso nos seus países-sede.
Proibição e importação
Os dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior mostram claramente o aumento da importação brasileira de agrotóxicos à medida que eles são proibidos em outros países. Exemplos são o paration metílico, que foi banido na China em 2006 e cuja importação pelo Brasil duplicou no ano seguinte, e o carbofuran, proibido na Europa desde 2005, e cuja importação também dobrou. Este é um processo perverso, em que se atribui silenciosamente um valor monetário à vida, já que um certo aumento de morbidade e mortalidade em um local do planeta terá como contraponto a manutenção de empregos e lucros em outro.
Estava eu ainda sondando os mistérios das variações temporais e longitudinais da toxicologia humana quando, no dia 9 de novembro, topei com outro exemplo que parecia saído por encomenda. Em matéria para O Globo, Evandro Eboli relatava como a justiça impediu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de analisar agrotóxicos, graças a pareceres favoráveis da pasta da Agricultura e a liminares obtidas por empresas envolvidas com a questão.
Estão em jogo doze produtos que são matéria-prima para fabricar uma centena de agrotóxicos usados em lavouras de cereais, frutas, legumes e verduras e que foram banidos nos EUA, na União Européia, no Japão e na China.
Os técnicos da Anvisa conseguiram concluir a análise de dois ingredientes. No caso da cihexatina, muito usada em lavouras de cítricos, testes com ratos, camundongos e coelhos revelaram malformação fetal, risco de aborto e danos à pele, à visão e ao fígado, o que levou à recomendação de banir seu uso no país. O acefato também foi testado pelos técnicos da Anvisa. Mas liminares da 6ª Vara do Distrito Federal proibiram a agência de adotar qualquer medida restritiva contra produtos contendo cihexatina e mesmo de divulgar os resultados de seus estudos.

Continue lendo em:
http://cienciahoje.uol.com.br/132963

Jean Remy Guimarães
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho
Universidade Federal do Rio de Janeiro