Essa noticia serve de alerta aos fumantes e as pessoas que convivem com eles......
Pais que fumam com freqüência abrem a janela ou ligam o ventilador para eliminar a fumaça do ar, mas especialistas agora identificaram outra ameaça à saúde dos filhos relacionada ao fumo da qual não é tão fácil de se livrar: o fumo de terceira mão.
Esse é o termo usado para descrever a mistura invisível, porém tóxica, de gases e partículas impregnadas nos cabelos e roupas de fumantes, sem mencionar travesseiros e carpetes, que permanecem por muito tempo após a fumaça sair de um recinto. O resíduo inclui metais pesados, cancerígenos e até materiais radioativos com que crianças pequenas podem entrar em contato e ingerir, principalmente quando estão engatinhando ou brincando no chão.
Médicos do Hospital de Crianças MassGeneral em Boston cunharam o termo "fumo de terceira mão" para descrever essas substâncias químicas em um novo estudo que se focou nos riscos que elas representam a bebês e crianças. O estudo foi publicado na edição deste mês do periódico Pediatrics.
"Todo mundo sabe que o fumo de segunda mão é prejudicial, mas disso eles não sabiam," disse o doutor Jonathan P. Winickoff, autor líder do estudo e professor assistente de pediatria da Escola de Medicina de Harvard.
"Quando os filhos estão fora de casa, eles talvez fumem. Ou então fumam no carro. Ou colocam a criança no assento traseiro, abrem a janela e fumam, pensando que não há problema porque a fumaça de segunda mão não está chegando às crianças," continuou o doutor Winickoff. "Precisávamos de um termo para descrever essas toxinas do tabaco que não são visíveis."
Fumo de terceira mão é aquele cheiro que sentimos quando um fumante entra no elevador após ter saído para acender um cigarro, ele disse, ou em um quarto de hotel onde pessoas fumaram. "Seu nariz não mente," ele disse. "Isso é tão tóxico que seu cérebro diz a você: 'saia daqui.'"
O estudo relatou as atitudes com relação ao fumo de 1.500 lares nos Estados Unidos. Foi constatado que a vasta maioria de fumantes e não-fumantes tinha consciência de que o fumo de segunda mão era prejudicial a crianças. Cerca de 95% dos não-fumantes e 84% dos fumantes concordaram com a afirmação de que "inalar fumaça do cigarro dos pais pode prejudicar a saúde de bebês e crianças."
Mas um número muito menor de entrevistados tinha consciência dos riscos do fumo de terceira mão. Como o termo é novo, os pesquisadores perguntaram aos participantes se concordavam com a afirmação de que "respirar o ar de um recinto onde pessoas fumaram no dia anterior pode prejudicar a saúde de bebês e crianças." Apenas 65% dos não-fumantes e 43% dos fumantes concordaram com a afirmação, o que os pesquisadores interpretaram como reconhecimento dos riscos do fumo de terceira mão.
A crença de que o fumo de segunda mão prejudica a saúde das crianças não foi independentemente associada a rígidas proibições de fumo em lares e carros, descobriram os pesquisadores. Por outro lado, a crença de que o fumo de terceira mão era prejudicial aumentava muito a probabilidade de que o indivíduo também seguiria proibições rígidas de fumo no lar, disse o doutor Winickoff.
"Isso nos diz que temos uma nova e importante mensagem para a saúde," ele disse. "O que ouvimos em diversos grupos foi, 'ligo o ventilador e a fumaça desaparece.' Isso nos fez perceber o que muitas pessoas pensam sobre o fumo de segunda mão ¿ elas estão nos dizendo que sabem que é prejudicial, mas que descobriram uma maneira de contornar isso."
Os dados foram coletados em uma pesquisa nacional por seleção aleatória de telefones entre setembro e novembro de 2005. A amostragem foi equilibrada por raça e idade, com base em informações do censo.
O doutor Philip Landrigan, pediatra que lidera o Centro de Crianças de Saúde Ambiental na Escola de Medicina Mount Sinai de Nova York, disse que o termo fumo de terceira mão é novíssimo e tem implicações comportamentais.
"A mensagem central aqui é a de que simplesmente fechar a porta da cozinha para fumar não protege as crianças dos efeitos da fumaça," ele disse. "Existem cancerígenos nessa fumaça de terceira mão, e eles representam um risco a qualquer um de qualquer idade que entrar em contato com eles."
Entre as substâncias do fumo de terceira mão estão o cianureto de hidrogênio, usado em armas químicas; butano, usado em fluidos de isqueiros; tolueno, encontrado em solventes; arsênio; chumbo; monóxido de carbono; e até polônio-210, um cancerígeno altamente radioativo que foi usado para matar o ex-espião russo Alexander V. Litvinenko em 2006. Onze dos componentes são altamente cancerígenos.
Tradução: Amy Traduções - http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3426348-EI298,00.html
The New York Times
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Tratamento de água sustentável ?
Uma forma de tratar a água de processos industriais com cinzas de carvão provenientes de usinas termelétricas foi desenvolvida por uma pesquisadora do Centro de Química e Meio Ambiente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). As cinzas passam por um tratamento para se transformar em material adsorvente, capaz de reter os metais tóxicos dos efluentes poluídos. O novo método de despoluição foi testado com sucesso em laboratório e já existem esforços para que a substância absorvente seja produzida e usada em escala industrial.
....
Para conseguir reter os poluentes, as cinzas de carvão precisam ser expostas a altas temperaturas em um meio de alto pH (tratamento hidrotérmico alcalino). Após esse processo, a cinza se transforma em material zeolítico, que apresenta características adsorventes essenciais para o tratamento de efluentes. “Ele pode ser considerado uma mistura de cinzas de carvão e zeólita (mineral formado de sílica e alumina encontrado na natureza)”, explica. Esse material é capaz de eliminar da água principalmente os íons metálicos tóxicos (como zinco, cádmio, chumbo, cobre, magnésio, ferro, manganês, bário, alumínio, mercúrio, telúrio, césio, estrôncio, cromo e níquel), mas também é eficaz para reter algumas substâncias orgânicas, amônia e corantes.
....
A química acrescenta que a eficiência do tratamento depende do grau de contaminação da água. “Se a concentração de poluentes não for muito alta, o efluente apresentará, após o tratamento com o material zeolítico, um nível de poluição dentro dos limites permitidos para descarte em corpos d’água pela legislação brasileira.” Segundo Fungaro, as indústrias já realizam outros tipos de tratamento, porque não é permitido descartar a água contaminada no ambiente. “Mas a substituição do método usado atualmente pela zeólita de cinzas de carvão representará uma diminuição de custos”, completa.
Franciane Lovati
Ciência Hoje On-line
Se quiser ler a matéria na integra acesse:
http://cienciahoje.uol.com.br/60723
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Para conseguir reter os poluentes, as cinzas de carvão precisam ser expostas a altas temperaturas em um meio de alto pH (tratamento hidrotérmico alcalino). Após esse processo, a cinza se transforma em material zeolítico, que apresenta características adsorventes essenciais para o tratamento de efluentes. “Ele pode ser considerado uma mistura de cinzas de carvão e zeólita (mineral formado de sílica e alumina encontrado na natureza)”, explica. Esse material é capaz de eliminar da água principalmente os íons metálicos tóxicos (como zinco, cádmio, chumbo, cobre, magnésio, ferro, manganês, bário, alumínio, mercúrio, telúrio, césio, estrôncio, cromo e níquel), mas também é eficaz para reter algumas substâncias orgânicas, amônia e corantes.
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A química acrescenta que a eficiência do tratamento depende do grau de contaminação da água. “Se a concentração de poluentes não for muito alta, o efluente apresentará, após o tratamento com o material zeolítico, um nível de poluição dentro dos limites permitidos para descarte em corpos d’água pela legislação brasileira.” Segundo Fungaro, as indústrias já realizam outros tipos de tratamento, porque não é permitido descartar a água contaminada no ambiente. “Mas a substituição do método usado atualmente pela zeólita de cinzas de carvão representará uma diminuição de custos”, completa.
Franciane Lovati
Ciência Hoje On-line
Se quiser ler a matéria na integra acesse:
http://cienciahoje.uol.com.br/60723
domingo, 23 de novembro de 2008
Agrotóxicos que não deveriam ser utilizados.....
Sobre alface, venenos e togas Colunista explica a lógica perversa por trás da liberação de agrotóxicos proibidos em outros países.
No texto inaugural desta coluna, abordamos, entre outros temas, o padrão conhecido como porta-giratória, em que ex-executivos de um setor da indústria são contratados pela agência governamental reguladora daquele setor e vice-versa. Tudo isso num ambiente que, até recentemente, era de forte pressão pela desregulamentação, levando a decisões que tendem a favorecer os interesses da indústria.
.......
No mesmo texto, tomamos também como exemplo a agricultura comercial e seus insumos químicos. E não é que o noticiário nos trouxe, pouco depois disso, uma eloqüente ilustração dos pontos acima?
Primeiro, no início de novembro, ficamos sabendo que a nossa querida e tradicional farinha láctea foi objeto de recall nos Estados Unidos por conter “potenciais resíduos” de um pesticida usado em plantações de milho no Brasil, mas proibido nos EUA. Os níveis de tais resíduos estão, no entanto, dentro dos padrões brasileiros. Ah, bom! Mas caberia ao leigo se perguntar: o que há de diferente nas pragas e no metabolismo humano lá e cá? Por que esse pesticida foi banido lá e ainda é considerado seguro ou aceitável aqui? Um dos principais motivos é que as agências reguladoras dos países desenvolvidos estabelecem cronogramas diferentes para a suspensão do uso doméstico e da fabricação! Essa orientação é naturalmente voltada para a exportação para países com normas mais brandas. Não é difícil imaginar os esforços das indústrias para manter essas normas como estão, garantindo uma sobrevida comercial ao produto e o escoamento dos estoques acumulados em função da suspensão da comercialização e do uso nos seus países-sede.
Proibição e importação
Os dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior mostram claramente o aumento da importação brasileira de agrotóxicos à medida que eles são proibidos em outros países. Exemplos são o paration metílico, que foi banido na China em 2006 e cuja importação pelo Brasil duplicou no ano seguinte, e o carbofuran, proibido na Europa desde 2005, e cuja importação também dobrou. Este é um processo perverso, em que se atribui silenciosamente um valor monetário à vida, já que um certo aumento de morbidade e mortalidade em um local do planeta terá como contraponto a manutenção de empregos e lucros em outro.
Estava eu ainda sondando os mistérios das variações temporais e longitudinais da toxicologia humana quando, no dia 9 de novembro, topei com outro exemplo que parecia saído por encomenda. Em matéria para O Globo, Evandro Eboli relatava como a justiça impediu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de analisar agrotóxicos, graças a pareceres favoráveis da pasta da Agricultura e a liminares obtidas por empresas envolvidas com a questão.
Estão em jogo doze produtos que são matéria-prima para fabricar uma centena de agrotóxicos usados em lavouras de cereais, frutas, legumes e verduras e que foram banidos nos EUA, na União Européia, no Japão e na China.
Os técnicos da Anvisa conseguiram concluir a análise de dois ingredientes. No caso da cihexatina, muito usada em lavouras de cítricos, testes com ratos, camundongos e coelhos revelaram malformação fetal, risco de aborto e danos à pele, à visão e ao fígado, o que levou à recomendação de banir seu uso no país. O acefato também foi testado pelos técnicos da Anvisa. Mas liminares da 6ª Vara do Distrito Federal proibiram a agência de adotar qualquer medida restritiva contra produtos contendo cihexatina e mesmo de divulgar os resultados de seus estudos.
Continue lendo em:
http://cienciahoje.uol.com.br/132963
Jean Remy Guimarães
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho
Universidade Federal do Rio de Janeiro
No texto inaugural desta coluna, abordamos, entre outros temas, o padrão conhecido como porta-giratória, em que ex-executivos de um setor da indústria são contratados pela agência governamental reguladora daquele setor e vice-versa. Tudo isso num ambiente que, até recentemente, era de forte pressão pela desregulamentação, levando a decisões que tendem a favorecer os interesses da indústria.
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No mesmo texto, tomamos também como exemplo a agricultura comercial e seus insumos químicos. E não é que o noticiário nos trouxe, pouco depois disso, uma eloqüente ilustração dos pontos acima?
Primeiro, no início de novembro, ficamos sabendo que a nossa querida e tradicional farinha láctea foi objeto de recall nos Estados Unidos por conter “potenciais resíduos” de um pesticida usado em plantações de milho no Brasil, mas proibido nos EUA. Os níveis de tais resíduos estão, no entanto, dentro dos padrões brasileiros. Ah, bom! Mas caberia ao leigo se perguntar: o que há de diferente nas pragas e no metabolismo humano lá e cá? Por que esse pesticida foi banido lá e ainda é considerado seguro ou aceitável aqui? Um dos principais motivos é que as agências reguladoras dos países desenvolvidos estabelecem cronogramas diferentes para a suspensão do uso doméstico e da fabricação! Essa orientação é naturalmente voltada para a exportação para países com normas mais brandas. Não é difícil imaginar os esforços das indústrias para manter essas normas como estão, garantindo uma sobrevida comercial ao produto e o escoamento dos estoques acumulados em função da suspensão da comercialização e do uso nos seus países-sede.
Proibição e importação
Os dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior mostram claramente o aumento da importação brasileira de agrotóxicos à medida que eles são proibidos em outros países. Exemplos são o paration metílico, que foi banido na China em 2006 e cuja importação pelo Brasil duplicou no ano seguinte, e o carbofuran, proibido na Europa desde 2005, e cuja importação também dobrou. Este é um processo perverso, em que se atribui silenciosamente um valor monetário à vida, já que um certo aumento de morbidade e mortalidade em um local do planeta terá como contraponto a manutenção de empregos e lucros em outro.
Estava eu ainda sondando os mistérios das variações temporais e longitudinais da toxicologia humana quando, no dia 9 de novembro, topei com outro exemplo que parecia saído por encomenda. Em matéria para O Globo, Evandro Eboli relatava como a justiça impediu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de analisar agrotóxicos, graças a pareceres favoráveis da pasta da Agricultura e a liminares obtidas por empresas envolvidas com a questão.
Estão em jogo doze produtos que são matéria-prima para fabricar uma centena de agrotóxicos usados em lavouras de cereais, frutas, legumes e verduras e que foram banidos nos EUA, na União Européia, no Japão e na China.
Os técnicos da Anvisa conseguiram concluir a análise de dois ingredientes. No caso da cihexatina, muito usada em lavouras de cítricos, testes com ratos, camundongos e coelhos revelaram malformação fetal, risco de aborto e danos à pele, à visão e ao fígado, o que levou à recomendação de banir seu uso no país. O acefato também foi testado pelos técnicos da Anvisa. Mas liminares da 6ª Vara do Distrito Federal proibiram a agência de adotar qualquer medida restritiva contra produtos contendo cihexatina e mesmo de divulgar os resultados de seus estudos.
Continue lendo em:
http://cienciahoje.uol.com.br/132963
Jean Remy Guimarães
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho
Universidade Federal do Rio de Janeiro
sábado, 22 de novembro de 2008
Resíduos tóxicos....
"O armazenamento de resíduos do pesticida Endosulfan está totalmente inadequado, representando risco iminente de vazamento para o meio ambiente. A empresa também responderá por omissão, uma vez que os proprietários não comunicaram o vazamento, em tempo ágil, às autoridades ambientais", disse a secretária do Ambiente, Marilene Ramos em Rezende-RJ. Os diretores da empresa Servatis serão ouvidos semana que vem na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e podem ser indiciados por crime ambiental. Até a noite desta sexta-feira o Estado não conseguiu encontrar os proprietários da empresa para falar sobre o acidente. A empresa foi multada em R$ 10 milhões pelo vazamento de 1.500 litros de pesticida Endosulfan no rio Pirapetinga, afluente do Paraíba do Sul, que contaminou o rio e provocou mortandade de peixes, na segunda-feira (17).
(Fonte: Estadão Online)
(Fonte: Estadão Online)
domingo, 9 de novembro de 2008
O TÓXICO DA ALMA
Interessante este texto.....
Especialistas em comportamento humano dizem que o ciúme exagerado exibido durante a fase de namoro tende a se agravar após o casamento. Nenhum casal, portanto, deverá se iludir que por começar uma vida mais próxima poderá tornar mais amena a ira desse monstro do amor que Sócrates definiu como a dor da alma.
.......
Na sua incoerente caminhada vai cravando dardos envenenados nas paredes de uma alma sensível, inocente, que alem de amar, apenas ansiava o direito de ser livre e que não aceita o fel gerado por uma exagerada desconfiança e nega-se a obedecer a um comando desordenado que governa afastado da lucidez, do bom senso, da coerência amorosa. Infelizmente, o ciúme, esse tóxico da alma, continua fazendo suas vitimas, podando fantasias, a correria da felicidade. O mais cruel de tudo é que na maioria das vezes o portador do ciúme doentio não se dá conta da sua tirania e acaba por findar uma união que vivia momentos apaixonados, de indescritíveis desejos, e transforma em pesadelos o sonho prateado de um casamento, de uma doce cumplicidade, de uma vida a dois vestida com a cor do êxtase. Como o amor é sentimento de aproximação e, logicamente não nasceu para tirar a serenidade da alma e do coração, o ciúme passa a ser um intruso, um indesejável vilão que rouba a alegria que faz surgir o riso, o olhar que se enternece com os segredos de um novo amanhecer.
......
para ler o texto na íntegra clique em:
http://www.overmundo.com.br/banco/o-toxico-da-alma
Especialistas em comportamento humano dizem que o ciúme exagerado exibido durante a fase de namoro tende a se agravar após o casamento. Nenhum casal, portanto, deverá se iludir que por começar uma vida mais próxima poderá tornar mais amena a ira desse monstro do amor que Sócrates definiu como a dor da alma.
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Na sua incoerente caminhada vai cravando dardos envenenados nas paredes de uma alma sensível, inocente, que alem de amar, apenas ansiava o direito de ser livre e que não aceita o fel gerado por uma exagerada desconfiança e nega-se a obedecer a um comando desordenado que governa afastado da lucidez, do bom senso, da coerência amorosa. Infelizmente, o ciúme, esse tóxico da alma, continua fazendo suas vitimas, podando fantasias, a correria da felicidade. O mais cruel de tudo é que na maioria das vezes o portador do ciúme doentio não se dá conta da sua tirania e acaba por findar uma união que vivia momentos apaixonados, de indescritíveis desejos, e transforma em pesadelos o sonho prateado de um casamento, de uma doce cumplicidade, de uma vida a dois vestida com a cor do êxtase. Como o amor é sentimento de aproximação e, logicamente não nasceu para tirar a serenidade da alma e do coração, o ciúme passa a ser um intruso, um indesejável vilão que rouba a alegria que faz surgir o riso, o olhar que se enternece com os segredos de um novo amanhecer.
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para ler o texto na íntegra clique em:
http://www.overmundo.com.br/banco/o-toxico-da-alma
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Câncer envenenado....
Uma pesquisa realizada por cientistas do Laboratório de Genética do Instituto Butantan e coordenado por Itamar R. G. Ruiz, estão testando os efeitos da jararagina, uma toxina presente no veneno da jararaca (Bothrops jararaca) para tratar o melanoma, a forma mais agressiva de câncer de pele.
Segundo ela, a literatura científica internacional indica que toxinas presentes em diversos organismos são eficientes para diminuir a proliferação de células tumorais in vivo e in vitro. Isso levou o grupo, que trabalha com a genética do câncer desde 1996, a investigar os efeitos da toxina da jararaca sobre tecidos cancerosos.
“Estudamos culturas de células de melanoma tratadas com a jararagina, uma das toxinas que compõem o veneno da jararaca. Tivemos uma série de resultados, incluindo uma significativa inibição da proliferação do tumor”, disse Itamar à Agência Fapesp.
A pesquisadora afirma que o grupo está testando os efeitos da toxina na morfologia, adesão, migração e invasão celular. Em todos os casos, segundo ela, os resultados são promissores. O tratamento mostrou uma importante redução das metástases. “No entanto, ainda falta um longo caminho para que essas pesquisas resultem efetivamente em uma alternativa para o tratamento da doença”, afirmou.
O trabalho é feito em parceria com a Divisão de Ciências Fisiológicas e Químicas, que extrai a jararagina do veneno das serpentes do Instituto Butantan. “O veneno das serpentes é uma sopa de vários tipos de substâncias que produz um efeito anestésico e degrada os tecidos. A jararagina é uma proteína que faz parte dessa sopa”, explicou Itamar.
..........................continue lendo no link: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41149
(Fonte: Fábio de Castro/ Agência Fapesp)
Segundo ela, a literatura científica internacional indica que toxinas presentes em diversos organismos são eficientes para diminuir a proliferação de células tumorais in vivo e in vitro. Isso levou o grupo, que trabalha com a genética do câncer desde 1996, a investigar os efeitos da toxina da jararaca sobre tecidos cancerosos.
“Estudamos culturas de células de melanoma tratadas com a jararagina, uma das toxinas que compõem o veneno da jararaca. Tivemos uma série de resultados, incluindo uma significativa inibição da proliferação do tumor”, disse Itamar à Agência Fapesp.
A pesquisadora afirma que o grupo está testando os efeitos da toxina na morfologia, adesão, migração e invasão celular. Em todos os casos, segundo ela, os resultados são promissores. O tratamento mostrou uma importante redução das metástases. “No entanto, ainda falta um longo caminho para que essas pesquisas resultem efetivamente em uma alternativa para o tratamento da doença”, afirmou.
O trabalho é feito em parceria com a Divisão de Ciências Fisiológicas e Químicas, que extrai a jararagina do veneno das serpentes do Instituto Butantan. “O veneno das serpentes é uma sopa de vários tipos de substâncias que produz um efeito anestésico e degrada os tecidos. A jararagina é uma proteína que faz parte dessa sopa”, explicou Itamar.
..........................continue lendo no link: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41149
(Fonte: Fábio de Castro/ Agência Fapesp)
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Crianças são maioria entre vítimas de intoxicação, diz pesquisa
Importante repassar esta informação.........
Quando se trata de intoxicações, as crianças são as maiores vítimas e as casas onde vivem, verdadeiros campos minados. Um raio-x dos casos registrados no estado do Rio de 2006 a 2007, feito pelo Centro de Controle de Intoxicações do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), revelou que, em 38% dos atendimentos, os medicamentos são a principal causa, seguidos por produtos como água sanitária e detergentes. O fácil alcance a esses agentes químicos faz com que crianças de até 9 anos protagonizem 54% dos 3.666 casos registrados.“Faltam campanhas educativas. Por mais que você fale para não deixar medicamentos e outros produtos nocivos ao alcance, as pessoas não acreditam no risco”, explica a toxicologista Lília Ribeiro Guerra, coordenadora clínica do Centro de Controle de Intoxicações, hoje o único em funcionamento no estado.
Letra de médico
Quando se trata de medicamentos, a intoxicação pode ser acidental, como quando uma criança toma meio vidro de xarope como se fosse um refrigerante. Mas, segundo Lília, são comuns também os erros na administração, seja porque os pais deram uma dose maior sem acompanhamento médico ou porque a letra do médico na receita é ilegível. “Os pais devem exigir do médico a letra legível. Às vezes, até o balconista pode trocar o medicamento por não entender. Outro risco é administrar o remédio no escuro”, explica. Gisele Gonçalves Pereira, dona-de-casa de 27 anos, é uma das que nunca entende o que está escrito nas prescrições de remédios de seus filhos Natan, de 1 ano, e Andrew, de 3. “Peço ao médico para ler a receita para mim, para entender o que está escrito e saber na hora de comprar”, conta. Os números revelam que, na maioria dos casos (52%), a intoxicação é acidental. E, na hora do desespero, as famílias contam com um serviço 24 horas, pouco divulgado, espalhado pelos quatro cantos do país: os Centros de Informações e Assistência Toxicológica. Até maio deste ano, o estado do Rio contava com dois, um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o ligado à UFF.
O primeiro fechou as portas por falta de verbas e o segundo herdou o dobro de trabalho.Dúvidas são tiradas por telefone, dia e noitePelo telefone, uma equipe fornece dia e noite orientações sobre intoxicações, tirando dúvidas como que substâncias podem ser consumidas por gestantes e orientando a população em casos de emergências. Segundo o toxicologista clínico Luiz Querino, que fundou o centro de Niterói em 1989, há emergências como crianças que tomaram o anticoncepcional da mãe, quebraram um termômetro na boca ou beberam água sanitária.
“A rede presta serviço à comunidade médica e a leigos sobre intoxicações. Esses centros foram criados para prover essa informação. É preciso ressaltar a importância dos centros no esclarecimento da população mais iletrada, analfabeta. É muito difícil a pessoa entender o que está escrito na bula dos remédios”, explica Querino.
Ingestão de chumbinho e picada de escorpião
Por dia, segundo Lília, o centro que funciona dentro do Hospital Antônio Pedro, em Niterói, recebe cerca de 30 ligações. Boa parte é para o atendimento a médicos, que são orientados não só na hora de confirmar um diagnóstico de intoxicação, como recebem ainda informações de como tratar, que exames fazer e o tempo de internação necessário. Já os acidentes com crianças, liderados pelos medicamentos, incluem ainda a ingestão de chumbinho e picadas de aranha, escorpião e até jararaca. “Já recebemos ligação até dos Estados Unidos, de uma médica brasileira. Seu filho tinha consumido uma substância e ela não conseguia informação em lugar nenhum. Mas conhecia o nosso serviço e ligou para nós”, conta Lília.
Sem recursos financeiros
O centro de toxicologia de Niterói é um dos 35 espalhados pelo país. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses centros começaram a surgir ao longo da década de 70, por iniciativas particulares e desvinculadas de qualquer política pública dos órgãos de saúde brasileiros. Eles passaram a formar uma rede em 2005, sob a coordenação da agência. De lá para cá, a luta é por soluções para a precariedade de muitos centros como o da UFRJ, que fechou as portas pela falta de recursos humanos e financeiros. “Apesar de todas as iniciativas de sensibilização de diferentes serviços do Ministério da Saúde e das secretarias de Saúde estaduais e municipais, uma das principais batalhas que estamos conduzindo é a da sobrevivência desses centros e sua adequação às necessidades da população”, explica Heloísa Rey Farza, coordenadora da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica.
No país, quase 108 mil casos por ano
Em 2006, foi criado um Sistema Nacional de Notificações, com o objetivo de melhorar o registro de casos de intoxicação no país. Os dados nacionais têm características semelhantes às do estado do Rio. Os últimos números disponíveis são de 2006, quando foram registrados 107.958 casos de intoxicação humana.
Os principais agentes tóxicos que causaram intoxicações foram os medicamentos (30,5%), os animais peçonhentos (19,9%) e os domissanitários (11%), que incluem produtos como água sanitária e detergentes.
As crianças menores de 5 anos são vítimas em 24,1% do total de casos no país, enquanto os adultos de 20 a 29 anos respondem por 18,9%, e os de 30 a 39 anos, por 13,6% dos casos.
Como ligar
O Disque-intoxicação (0800-722-6001) funciona 24 horas por dia. O número pode ser discado de qualquer região do país e a ligação é direcionada para o centro mais próximo. Segundo a médica Lília Guerra, é importante ter em mãos o rótulo do produto e dados sobre a sua composição química ao ligar para o serviço. Em casos de acidentes, deve-se identificar ainda o horário em que ocorreu e a quantidade que foi ingerida.
(Fonte: G1)
Quando se trata de intoxicações, as crianças são as maiores vítimas e as casas onde vivem, verdadeiros campos minados. Um raio-x dos casos registrados no estado do Rio de 2006 a 2007, feito pelo Centro de Controle de Intoxicações do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), revelou que, em 38% dos atendimentos, os medicamentos são a principal causa, seguidos por produtos como água sanitária e detergentes. O fácil alcance a esses agentes químicos faz com que crianças de até 9 anos protagonizem 54% dos 3.666 casos registrados.“Faltam campanhas educativas. Por mais que você fale para não deixar medicamentos e outros produtos nocivos ao alcance, as pessoas não acreditam no risco”, explica a toxicologista Lília Ribeiro Guerra, coordenadora clínica do Centro de Controle de Intoxicações, hoje o único em funcionamento no estado.
Letra de médico
Quando se trata de medicamentos, a intoxicação pode ser acidental, como quando uma criança toma meio vidro de xarope como se fosse um refrigerante. Mas, segundo Lília, são comuns também os erros na administração, seja porque os pais deram uma dose maior sem acompanhamento médico ou porque a letra do médico na receita é ilegível. “Os pais devem exigir do médico a letra legível. Às vezes, até o balconista pode trocar o medicamento por não entender. Outro risco é administrar o remédio no escuro”, explica. Gisele Gonçalves Pereira, dona-de-casa de 27 anos, é uma das que nunca entende o que está escrito nas prescrições de remédios de seus filhos Natan, de 1 ano, e Andrew, de 3. “Peço ao médico para ler a receita para mim, para entender o que está escrito e saber na hora de comprar”, conta. Os números revelam que, na maioria dos casos (52%), a intoxicação é acidental. E, na hora do desespero, as famílias contam com um serviço 24 horas, pouco divulgado, espalhado pelos quatro cantos do país: os Centros de Informações e Assistência Toxicológica. Até maio deste ano, o estado do Rio contava com dois, um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o ligado à UFF.
O primeiro fechou as portas por falta de verbas e o segundo herdou o dobro de trabalho.Dúvidas são tiradas por telefone, dia e noitePelo telefone, uma equipe fornece dia e noite orientações sobre intoxicações, tirando dúvidas como que substâncias podem ser consumidas por gestantes e orientando a população em casos de emergências. Segundo o toxicologista clínico Luiz Querino, que fundou o centro de Niterói em 1989, há emergências como crianças que tomaram o anticoncepcional da mãe, quebraram um termômetro na boca ou beberam água sanitária.
“A rede presta serviço à comunidade médica e a leigos sobre intoxicações. Esses centros foram criados para prover essa informação. É preciso ressaltar a importância dos centros no esclarecimento da população mais iletrada, analfabeta. É muito difícil a pessoa entender o que está escrito na bula dos remédios”, explica Querino.
Ingestão de chumbinho e picada de escorpião
Por dia, segundo Lília, o centro que funciona dentro do Hospital Antônio Pedro, em Niterói, recebe cerca de 30 ligações. Boa parte é para o atendimento a médicos, que são orientados não só na hora de confirmar um diagnóstico de intoxicação, como recebem ainda informações de como tratar, que exames fazer e o tempo de internação necessário. Já os acidentes com crianças, liderados pelos medicamentos, incluem ainda a ingestão de chumbinho e picadas de aranha, escorpião e até jararaca. “Já recebemos ligação até dos Estados Unidos, de uma médica brasileira. Seu filho tinha consumido uma substância e ela não conseguia informação em lugar nenhum. Mas conhecia o nosso serviço e ligou para nós”, conta Lília.
Sem recursos financeiros
O centro de toxicologia de Niterói é um dos 35 espalhados pelo país. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses centros começaram a surgir ao longo da década de 70, por iniciativas particulares e desvinculadas de qualquer política pública dos órgãos de saúde brasileiros. Eles passaram a formar uma rede em 2005, sob a coordenação da agência. De lá para cá, a luta é por soluções para a precariedade de muitos centros como o da UFRJ, que fechou as portas pela falta de recursos humanos e financeiros. “Apesar de todas as iniciativas de sensibilização de diferentes serviços do Ministério da Saúde e das secretarias de Saúde estaduais e municipais, uma das principais batalhas que estamos conduzindo é a da sobrevivência desses centros e sua adequação às necessidades da população”, explica Heloísa Rey Farza, coordenadora da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica.
No país, quase 108 mil casos por ano
Em 2006, foi criado um Sistema Nacional de Notificações, com o objetivo de melhorar o registro de casos de intoxicação no país. Os dados nacionais têm características semelhantes às do estado do Rio. Os últimos números disponíveis são de 2006, quando foram registrados 107.958 casos de intoxicação humana.
Os principais agentes tóxicos que causaram intoxicações foram os medicamentos (30,5%), os animais peçonhentos (19,9%) e os domissanitários (11%), que incluem produtos como água sanitária e detergentes.
As crianças menores de 5 anos são vítimas em 24,1% do total de casos no país, enquanto os adultos de 20 a 29 anos respondem por 18,9%, e os de 30 a 39 anos, por 13,6% dos casos.
Como ligar
O Disque-intoxicação (0800-722-6001) funciona 24 horas por dia. O número pode ser discado de qualquer região do país e a ligação é direcionada para o centro mais próximo. Segundo a médica Lília Guerra, é importante ter em mãos o rótulo do produto e dados sobre a sua composição química ao ligar para o serviço. Em casos de acidentes, deve-se identificar ainda o horário em que ocorreu e a quantidade que foi ingerida.
(Fonte: G1)
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